O Corredor


À beira do divórcio e da falência, Arnaldo procura um sentido para a sua vida. Em má altura. O avô morreu, deixou o património da família a saque e as primas reclamam a sua parte. No casarão, repleto de futilidades mais ou menos valiosas, os personagens vagueiam num ímpeto recoletor, memórias e culpa andam à solta como num filme de terror, cobrando a sua fatia da herança. A verdade, negada e escondida até ao limite, acaba por brotar na cave, jorrando pela biblioteca, inundando o jardim e a piscina. Arnaldo só deseja chegar ao fim do dia com a dignidade de um ácaro, como aqueles que rastejam pelo tapete centenário.
Um espectáculo sobre o vazio existencial. Um toque de absurdo e dois dedos de surrealismo. Uma comédia sinistra e ferrugenta, que sublima alguns dos mais rasteirinhos valores humanos. Um elogio à pequenez. Um alívio para o público.

Texto e Encenação: Francisco Campos
Espaço Cénico e Figurinos: Sara M. Graça 
Interpretação: Catarina Caetano, Maila Dimas, Susana Nunes e Francisco Campos 
Sonoplastia: Ricardo Freitas
Desenho Luz: Nuno Patinho
Cartaz: Miguel Rocha 
Produção: Susana Nunes

Projecto financiado por Direcção Geral das Artes | Secretaria de Estado da Cultura
Produção Projecto Ruínas em co-produção com Câmara Municipal de Montemor-o-Novo